Abaixo da média... Realmente, eu não valho nada mesmo...
quinta-feira, abril 28
Eu sempre defendo o Lula, até quando as barbaridades que ele fala não tem defesa. Por isso, vou manter a rotina.
Tenho que concordar que realmente o brasileiro da classe média não levanta a bunda da cadeira pra nada. Eu, por exemplo, de tanto ficar com a bunda na cadeira, além de alguns probleminhas de coluna, me tornei um invisível no sistema bancário. Não tenho conta em banco, por isso não pago CPMF, juros e ainda dá pra dar uma enroladinha no IR. Meu parco dinheirinho fica escondido no mocó secreto aqui de casa. Nâo rende nada, mas também ninguém pega meu dinheiro sem eu notar.
Por isso, brasileiro middle class, fica o meu exemplo: tire TODO o seu dinheiro do banco mas não deposite em outro, guarde em casa. Economize em juros e impostos. Tenha total controle sobre a sua renda sem taxas e tarifas que você nem sabe porque são cobradas. Se todo mundo fizer isso, vai ser bonito de ver o cagaço dos banqueiros com trilhões a menos nos cofres. Talvez tenha sido essa a dica que o Lula quis dar nas entrelinhas da declaração. Como grande líder popular que é, tentou instigar os brasileiros a se insurgirem contra os bancos, já que, do jeito que eles estão mandando nesse país, nem mesmo o próprio presidente tem culhão pra enfrentá-los.
Porém, se você está indignado mas quer continuar pagando CPMF pra sustentar os Severinos de Brasília, uma alternativa é fazer como o Trasel. Provavelmente não vai adiantar nada, mas ao menos é uma desculpa para tomar um chopinho...
É por essas e outras que eu tenho inveja dos equatorianos. E tenho saudades do Brasil dos velhos tempos, onde o roubo e a corrupção eram por debaixo dos panos. Naquela época havia ética e respeito, até mesmo na bandidagem institucionalizada..
terça-feira, abril 26
O show do Marcelo D2 no Opinião estava do caralho! Um dos melhores shows nacionais que eu já fui - e olha que eu já fui em muitos. Dancei e bebi de graça a noite inteira, graças a surpresa que a minha gatinha me fez.
É isso aí, gatinha! Nóis somo pobre, mas somo VIP. Obrigado por essa e por todas as barbadas que tu já conseguiu pra nós. TE AMO!!!

O casal iGNORANCEiSbLISS na área VIP do show do D2. A classe operária vai ao paraíso!
GRAÇAS A DEUS!
Chegou o inverno, a melhor das estações. Vinho, casacos, cobertores. Melhor para trabalhar, pra namorar, pra ficar em casa, pra curtir os amigos. Difícil descrever o quão gostoso é sentir os braços aquecidos pelo primeiro casaco do ano, as pernas juntinhas embaixo do cobertor, o aninhar da cabeça dela no meu peito, a testa seca no fim do dia, o sono bem dormido.
Tomara que os el niños da vida não estraguem esse inverno que já começou bem...
Sim, você não viu errado o que está Rolando Na Caranga. Já está rolando aqui o novíssimo álbum do Weezer, Make Believe. A primeira audição dá conta de que é um grande disco, tal qual todos os outros da banda, mas um pouco mais pop, o que pode gerar algumas críticas dos mais céticos. A verdade é que eu pirei em três músicas: Beverly Hills, o primeiro single com um clip pra lá de bacana gravado na Mansão da Playboy com direito a participação de várias playmates e do próprio Hugh Hefner, This Is Such A Pity, pop totalmente oitentista e The Damage In Your Heart, talvez a música com maior potencial para ser um hit do disco.
Ah, pra quem prefere esperar pra comprar o CD nas lojas, o disco sai lá fora no dia 03. No Brasil... who knows?
Uma das melhores coisas em se baixar filmes da internet é poder encontrar bons filmes antigos que ainda não saíram em DVD no Brasil. Uma dessas injustiças é Clube dos Cinco (The Breakfast Club, John Hughes. EUA, 1985), um clássico do mestre do cinema adolescente John Hughes. Na época, Hughes era considerado o "Steven Spielberg dos filmes adolescentes", enfileirando sucessos como Gatinhas e Gatões, A Garota de Rosa Shocking, Mulher Nota 1000 e Curtindo a Vida Adoidado, filmes que marcaram toda uma geração e consolidaram o gênero teen movie. Contando com um elenco estelar para a época - Emilio Estevez, Ally Sheedy, Judd Nelson, Anthony Michael Hall e a atriz fetiche do diretor, Molly Ringwald - Clube dos Cinco conta a história de cinco alunos de uma escola, muito diferentes entre si, que ficam de castigo em pleno sábado. A medida que o tempo passa, eles vão se tornando amigos e mostrando a sua verdadeira personalidade, até então escondida atrás de um estereótipo - a "princesinha", o "marginal", o "esportista", o "CDF" e a "estranha". As máscaras caem e todos se descobrem que, no fundo, são iguais entre si.
Clube dos Cinco hoje em dia pode ser considerado um filme ingênuo, principalmente se for visto pela geração atual. Porém, para quem viveu aquela época, o filme é um símbolo das perguntas sem respostas que formaram o pensamento da tal "generation X". A parte triste da história do filme é que hoje em dia os cinco atores principais são totalmente desconhecidos. Já a parte boa é que Hughes está planejando lançar a continuação da história, mostrando o que aconteceu com os personagens 20 anos depois - a idéia também é fazer a continuação de Curtindo a Vida Adoidado e A Garota de Rosa Shocking. Pode não ser um estouro de bilheteria, mas com certeza as salas de cinema ficarão repletas de trintões nostálgicos.

O Clube dos Cinco
P.S.: E depois de Clube dos Cinco e O Corvo, agora vou a caça de The Doors, Vidas Sem Rumo e Tuff Turf. Não fico esperando pela boa vontade das distribuidoras...
segunda-feira, abril 25
Olha, tá cada vez mais difícil ser gremista nos dias de hoje. Depois da derrota contra o Gama na estréia da Segundona, a reação dos dirigentes e do novo técnico Mano Menezes dava um certo alento à torcida. Segundo eles, finalmente haveria uma limpa geral na porcaria que é o grupo de jogadores. Mas parece que competência não é o forte no Olímpico. Depois da pataquada feita no meio da semana, a dispensa do técnico Hugo De Leon, a coisa conseguiu ficar pior. Entre os dispensados está o goleiro Márcio, um dos poucos ídolos da torcida. Não bastasse isso, o lateral Luis Felipe, uma das promessas vindas dos juniores, foi rebaixado ao seu lugar de origem. Em resumo, agora vamos ter que aguentar o frangueiro do Eduardo no gol e o perna-de-pau do Alessandro na lateral-direita. Isso sem falar em jogadores como Marcos Vinicius, Bruno e Marcelinho, que continuam no time, mesmo tendo uma atuação pior que a outra. A coisa que eu mais queria é que os dirigentes gremistas calassem minha boca, mas nos últimos três anos não consigo deixar de pensar o pior. A coisa tá cada vez mais feia. Nossa única esperança é a individualidade de poucos bons jogadores como Somália, Pedro Jr., Samuel e Anderson. Mas uma andorinha só não faz verão...
Ao menos o Marcinho - ele mesmo... - foi embora. Sério, eu acho que nunca o Grêmio teve um jogador tão ruim quanto esse cara. Pagar salário pra ele chega a ser uma ofensa aos torcedores.
quarta-feira, abril 20
Ai, minha cabeça ainda dói...
Enfim, tenho que falar alguma coisa sobre o show de ontem. O certo seria ter postado ontem a noite mesmo, logo na volta, mas meu estado não permitia. O fácil acesso e o preço amigável da cerveja atrasaram esse post. Mas vamos lá...
Cheguei durante a apresentação da segunda banda gaúcha escalada para abrir os trabalhos, a Deus e o Diabo. Na primeira música, parecia que seria um grande show. Com um baterista muito bom e dois vocalistas de talento, a DEOD fazia uma performance, no mínimo, interessante e a música era de altíssima qualidade. Só que a segunda música era igual a primeira, a terceira igual a segunda, e assim sucessivamente. Ou seja, o que prometia ser bom ficou chato demais. Tempo para a primeira cerveja.
A banda seguinte, o Stratopumas, é... Bem, tem que se dizer que é comovente ver os meninos tentarem copiar o visual e o estilo dos Strokes. O guitarrista inclusive se parece muito com o Albert Hammond Jr.. Porém, o amadorismo dos caras vem a tona no primeiro acorde. Mas a banda tem futuro. A partir do momento em que se decidirem quem vão imitar, se o Strokes ou o Libertines, a banda já pode tentar faturar uns trocados tocando covers no Opinião.
O Superphones entrou com o jogo ganho. Enquanto a banda se preparava para entrar no palco, já podia se ouvir os gritos dos fãs. Só que pelo jeito, o técnico da banda deve ser o Zagalo, pois mesmo com a vitória garantida, eles jogaram pelo empate. Seu estilo Radiohead wannabe só funciona no palco se houver um pouco de interação com o público, mas a antipatia da banda era explícita. E uma pergunta para os fãs da banda: o Foguinho sempre foi o vocalista? Me pareceu diferente do que eu já tinha ouvido deles. Em casa parece bom, mas ao vivo...
Os Cartolas, banda que ganhou o prêmio de melhor da noite, realmente foram bem bacanas. Não é o tipo de música que eu curto, mas ao menos eles pareciam se divertir no palco. Mas a gurizada deprê de boutique que formava a maioria do público parece não ter gostado muito dos caras. Pra falar a verdade, eu fiquei quase todo o show mais preocupado em matar a sede do que ouvir a banda. Até porque já estava mais que na hora do show principal começar.
Então veio o Placebo.. Não sou um fã de carteirinha da banda, mas já os conheço faz tempo e tenho todos os CDs. Digamos que o melhor disco deles disparado é a coletânea Once More With Feeling, o que prova que a banda tem altos e baixos. Só que no show de ontem eles tocaram só os pontos altos da carreira. Todos os clássicos estavam lá e o show foi bem bacana. Os músicos são excelentes, tem pleno domínio de palco - destaque para o baixista, que agitava o tempo todo - e o vocalista Brian Molko canta exatamente igual ao disco, fato raro em bandas do gênero. Um show que não chega a ficar na história, mas sem dúvida, um ótimo show.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
- Provavelmente teve muita gente que se decepcionou ao ver o Brian Molko sem nada de maquiagem e com o cabelo bem curtinho. Os vários sósias do cantor, presentes na noite de ontem, devem ter se arrependido do tempo que gastaram na frente do espelho para ficar iguais ao ídolo.
- Placebo é a banda mais parecida com Rush que eu conheço. Ao vivo então, nem se fala.
- Se era pra fazer um show num lugar com uma acústica horrorosa daquelas, então que fizessem no Gigantinho. Ao menos é do lado da minha casa e eu não precisaria ter que atravessar a cidade em plena hora do rush.
- Em alguns momentos eu me senti numa filial gigante do Ossip. Nunca vi tanta figurinha carimbada num show como no de ontem. A frase da noite foi se jogassem uma bomba aqui, a cena indie-publicitária-cinemeira de Porto Alegre desapareceria. A parte boa é que deu pra encontrar muita gente bacana que há tempos eu não via. A parte ruim é que assim como tinha muita gente bacana, tinha muita gente que eu preferia nunca mais ter que cumprimentar cinicamente.
- Adriana, esse post não foi uma cópia do teu. Eu já estava com ele na cabeça desde ontem, mas não tive tempo nem condições de escrever até agora. Aliás, onde tu te meteu ontem que não te vi no show? Tu foi a única conhecida que eu não encontrei.
- Charles e Bia, obrigado pela companhia e pela paciência de aguentar esse chato durante todo o show.
- Eu não sei se era fome, mas o xis cinco queijos que eu comi ontem no SóComes da Lima e Silva me pareceu ser o melhor de toda minha vida. Ainda bem que eles não tem tele-entrega, senão o meu projeto de reeducação alimentar estaria comprometido.
E agora, uma fotinho muito tosca de celular, mas serve como registro:

segunda-feira, abril 18
Putz, eu vou ser um velho feio pra caralho!

Se você quer se ver com 10, 20, 30 e 40 anos a mais, clique aqui.
Dá uma olhada na foto e diga quem é o ator:

Sim, eu também achei que fosse o finado Christopher Reeve, mas é o novo Superman, o ator Brandon Routh. Simplesmente IGUAL ao Clark Kent dos primeiros filmes.
O filme Superman Returns, dirigido pelo mestre Bryan Singer, estréia no ano que vem e conta ainda com as presenças de Kate Bosworth no papel de Lois Lane e Kevin Spacey como Lex Luthor. Promete...
domingo, abril 17
Dois gols em impedimento e o juiz acabando a prorrogação um minuto antes do tempo regulamentar. Assim foi a história do tetra campeonato do Inter. Não é choro de gremista secador, até porque eu já tinha dito antes que o XV era o melhor time do campeonato disparado, justamente quando disputava a vaga na final com o Grêmio.
Por isso, não dá pra dar os parabéns aos colorados. Título ganho com a ajuda do jiuz - no caso, o pelego de sempre, Carlos Simon - não tem dignidade nenhuma. Meus cumprimentos vão para o XV, o melhor time do Rio Grande do Sul.
sexta-feira, abril 15
Tudo que eu queria era ser o Lúcio Ribeiro ou algo do tipo. Nâo, de jeito nenhum é minha intenção virar ídolo dos indies. Eu queria mesmo poder ficar o dia inteiro escutando as novidades da música e ainda ganhar uma grana com isso. O problema é que meu gosto pelas novidades não me dá nenhum dinheiro - muito pelo contrário - e eu quase não tenho tempo de escutar tudo o que eu consigo baixar da internet. Por exemplo, só ontem eu baixei os novos discos do Gorillaz, Demon Days, do Nine Inch Nails, With Teeth, e do Ben Folds Five, Songs For SIlverman, e ainda não consegui parar para escutar, já que fiquei quase 15 horas no trabalho. Ao menos na passada deu pra ver que Feel Good Inc., do Gorillaz, é a MÚSICA DO ANO até agora. Grudenta e dançante, certamente vai se tornar um sucesso tão grande quanto Clint Eastwood.
Não tenho tempo também nem pra ver meus últimos downloads de filmes. Os últimos que assisti mereciam uma resenha mais detalhada - como Ônibus 174 - mas não tem espaço na agenda. Ainda na fila Be Cool, Hostage, Assault On Precinct 13 e o último episódio do 24 Horas. Vai ficar tudo para sábado, que provavelmente será o único dia de folga até quarta, no mínimo. Estou só torcendo pra que eu consiga me liberar na terça a noite para o show do Placebo.
E eu ainda estou devendo posts sobre o grande show do Marcelo D2 na quarta-feira, sobre o argentino que se f... querendo aloprar com o Grafite - bem feito - e sobre o Perdigão, craque do XV de Campo Bom que recusou a proposta do Grêmio. Só que vai ter que ficar pra outra hora, pois tenho que dormir que amanhã cedo tenho que estar de pé.
Time is not on my side.
quinta-feira, abril 14
Disse que iria processar, tocar o horror em todo mundo que tirou sarro da cara dela... Que nada! Ela fez o mais certo: aproveitou o fato de ter se tornado uma celebridade e rentabilizou o episódio. Dá uma olhada no comercial que ela fez pra Intelig.
É isso aí, Dna. Ruth. Tem que ter senso de humor e tino comercial...

Faça um vinte e três - vinte e três...
P.S.: Gatinha, depois eu faço um post sobre a noite de ontem...
quarta-feira, abril 13

Agora é confirmado! Britney está grávida de 4 meses de uma menina. Parabéns à nova mãe e ao novo pai, que entra para a Lista Cicarelli de baú do século. Pelo que dá pra ver, Britney está passando muito bem. Definitivamente o bebê não vai precisar de uma ama de leite.
terça-feira, abril 12
Assim como Mundo Cão e Encontros e Desencontros, Hora de Voltar (Garden State, Zach Braff, EUA, 2004) é um daqueles filmes que nem todos vão gostar. Só os que se identificarem com os problemas de Andrew Largeman (Zach Braff) é que vão ver a real qualidade desse filme. Devido a um acidente na infância, Andrew foi submetido pelo seu pai médico a um tratamento a base de lítio, o que o transformou num zumbi emocional, incapaz de ter qualquer tipo de sentimento em relação à vida. Ao ter que retornar à sua cidade natal depois de nove anos devido à morte de sua mãe, Andrew conhece Samantha (Natalie Portman), uma epilética e mentirosa compulsiva, mas extremamente cativante. A relação entre os dois acaba servindo pra trazer Andrew ao mundo dos sentimentos e, com isso, dar sentido à sua vida..
Na verdade, você não precisa ser um viciado em lítio nem ser órfão de mãe para se identificar com Garden State. Nas entrelinhas da história aparecem questões como a covardia dos pais, a incapacidade dos filhos para a vida, o medo de amar e, principalmente, a grande verdade do filme: não interessa o lugar onde vivemos, e sim as pessoas que nos cercam. Quantas vezes não nos sentimos sozinhos mesmo cheio de pessoas a nossa volta? Por mais que seja um grande clichê e coisa de quem não reconhece a própria felicidade, é a mais pura verdade. Criamos barreiras emocionais por medo de sofrer e encarar os problemas que a vida nos apresenta. Com isso, ao mesmo tempo que nos preservamos, perdemos grandes oportunidades de sermos felizes. Neste contexto, nossa única salvação é que a presença de alguém especial consiga romper essas barreiras e livrar-nos dessa falsa ilusão de conforto e tranquilidade. Quando isso acontece, então finalmente podemos bater no peito e afirmar que estamos realmente vivendo.
Ah, e tudo isso embalado por uma trilha sonora de primeira, com Coldplay, Zero 7, The Shins, Remy Zero e Nick Drake, entre outros.
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- Fuck, this hurts so much.
- I know it hurts. But it's life, and it's real. And sometimes it fucking hurts, but it's life, and it's pretty much all we got.
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